O que não indicamos (e por quê)

Revisado por Dra. Flávia Basilio, dermatologista (CRM-PR 28624 · RQE 17570), doutora pela UFPR — atualizado em agosto de 2026.

Em resumo

Uma clínica também se define pelo que recusa. Esta página reúne o que não indicamos para queda de cabelo — e o porquê de cada recusa. A régua é uma só: evidência científica e diagnóstico antes de qualquer conduta. É a mesma régua que sustenta tudo o que indicamos.

A mesma régua para tudo

Todo recurso que aparece neste site — do minoxidil ao transplante — passou pelo mesmo filtro: o que a literatura sustenta, para qual diagnóstico, em que momento do quadro. O que não sobrevive a esse filtro não entra no plano de nenhum paciente, por mais procurado que seja. Não por purismo: porque em alopecias progressivas, tratar o problema errado custa o recurso que não volta — tempo de folículo vivo.

O que não indicamos

Suplementos “para cabelo” sem deficiência documentada

Suplementar o que não falta não melhora o cabelo — e alguns nutrientes em excesso fazem o contrário. Antes de qualquer cápsula, o caminho é confirmar a deficiência em exame. Se ela existir, tratamos; se não existir, suplemento é custo sem efeito.

“Detox capilar”

O couro cabeludo não acumula “toxinas” que um protocolo estético remova. É um nome de marketing para procedimentos de limpeza — que podem até ser agradáveis, mas não tratam alopecia. Em quadros progressivos, o preço real é o tempo perdido.

Cosméticos “antiqueda” com promessa terapêutica

Cosmético não trata alopecia: a promessa de “reverter a queda” num frasco de venda livre não tem lastro. Medicamentos tópicos com evidência, como o minoxidil, são outra categoria — passam por aprovação regulatória e são prescritos a partir do diagnóstico, não do rótulo.

Aparelhos de uso doméstico sem estudos clínicos

Capacetes, escovas e dispositivos vendidos sem estudo clínico publicado prometem o resultado de um tratamento sem a prova de um. Nenhum deles substitui o tratamento de uma alopecia com diagnóstico definido.

Procedimento injetável avulso, sem diagnóstico e sem plano

Nenhuma sessão isolada — mesoterapia, microinfusão — substitui um plano de tratamento. Injetável sem diagnóstico é um procedimento à procura de uma indicação; aqui, a ordem é sempre a inversa: primeiro o diagnóstico, depois o que ele indicar.

Transplante fora de indicação

Quadro ainda não estabilizado, alopecia cicatricial em atividade, área doadora insuficiente ou expectativa incompatível com o que a cirurgia entrega: nesses cenários, a nossa resposta é não — mesmo sendo a cirurgia o nosso principal procedimento.

Os critérios completos da cirurgia estão no bloco “Quando NÃO indicamos o transplante”, na página da FUE; o panorama do que a evidência sustenta em tratamento clínico está na página de tricologia.

Como decidimos

O caminho é sempre o mesmo: a evidência define o que pode entrar no plano, o diagnóstico define o que entra no seu plano, e a decisão final — com riscos, limites e alternativas na mesa — é sua. É por isso que a nossa primeira conduta nunca é um produto nem um procedimento: descobrir a causa vem antes de tratar a queda.

Verifique nossos registros

Qualquer paciente pode consultar gratuitamente o registro de um médico na busca oficial do Conselho Federal de Medicina — ela é nacional e mostra o CRM, as especialidades registradas (RQE) e a situação cadastral. Vale checar antes de iniciar qualquer tratamento — com a gente ou com qualquer outro serviço.

Perguntas frequentes

Se outros lugares oferecem, por que vocês não?+

Porque oferta não é evidência. Parte do mercado capilar vende o que o paciente pede ou o que dá margem — não o que a literatura sustenta. A nossa régua é a mesma para tudo: se um recurso não se sustenta em evidência e não nasce de um diagnóstico, ele não entra no plano. É o mesmo critério que protege você quando indicamos algo.

Se eu pedir, vocês fazem mesmo assim?+

Não. Executar algo em que não confiamos seria transferir o risco para você. O que fazemos é explicar o porquê da recusa e apresentar as alternativas com respaldo para o seu diagnóstico — para que a decisão seja sua, com informação completa.

Essa lista pode mudar?+

Pode — e deve. Evidência científica muda: recursos hoje sem comprovação podem ganhar estudos sólidos amanhã, e o contrário também acontece. Revisamos nossas condutas conforme consensos e publicações; quando algo desta lista mudar de status, a página muda junto.

E o que vocês indicam, então?+

Depende do diagnóstico — e essa é exatamente a resposta. Os caminhos com respaldo estão detalhados nas páginas de tricologia (tratamentos clínicos), das alopecias e do transplante FUE. Tudo começa pela avaliação com videotricoscopia digital.

Agende sua avaliação

Quer saber o que indicamos para o seu caso? A resposta começa na avaliação: anamnese detalhada, videotricoscopia digital e um plano montado a partir do diagnóstico — clínico, cirúrgico ou os dois.

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Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico individualizado.